sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Lusomel: Cronologia - Eras

Na sequência das entradas deste blogue durante o mês passado acerca da mitologia presente no universo de Lusomel, abro agora o espaço para aprofundar um pouco mais a História deste mundo até ao momento em que começa a acção de O Templo dos Três Criadores. 


Primeira Era - da Geração 

- Também conhecida por Era Milenar, por ter durado pouco mais de 1000 anos.
- Faremanics, Mézanics e Qhaliothors são os 3 primeiros povos humanos de que há registos, que, além dos kriorns, habitavam o Arquipélago apenas conhecido desde Urdinesa até ao Mar do Sul. 
- Entre os 3 povos, os qhaliothors, cujo território se estendia por toda a ilha de Urdinesa - ainda hoje conhecida como a maior das ilhas - eram a nação mais próspera, pois dizia-se que o seu sangue amarelo tinha herdado a magia do mundo antigo, anterior à Cisão, o acontecimento que terá marcado o início da civilização humana. 
- A primeira grande guerra opõe faremanics e mézanics numa aliança contra qhaliothors. Estes últimos são derrotados, o seu líder é assassinado pela 1ª vez, e a ilha de Urdinesa é dividida em 2 e anexada pelos povos do sangue azul e vermelho.
- Como forma de preservar a paz, é edificado o primeiro Templo na ilha sagrada do Oráculo, onde a representação dos deuses de cada povo (Zirmeu, Falíria e Xerba) é feita pela 1ª vez em conjunto. 
- Séculos depois, fruto da expansão marítima, começam a ser identificados 3 novos povos: os Domenics, sediados na ilha de Flur; os Aringhors, na ilha de Valerenga; e os Dionathors, um conjunto de povos nómadas dispersos por densas florestas. 
- Após alguma controvérsia, passam a ser 6 os povos do Arquipélago reconhecidos como humanos. O grau de civilização dos povos não originários estava muito acima dos kriorns. A própria rainha dos mézanics muda a sua designação oficial para Imperatriz, por influência da dinastia imperial Monastir que governava os aringhors. 
- As Crónicas de Lusomel são então reconhecidas oficialmente como os livros sagrados da civilização humana, e considerados património comum de todos os povos. 

- Segunda Era - da Expansão 

- Nova Era é marcada pela fundação oficial da Ordem dos Sacerdotes, a guardiã dos livros sagrados, constituída por representantes de todos os povos com o propósito de zelar pela paz e difundir a religião por todo o Arquipélago. A Ordem fica sediada na ilha do Oráculo. 
- Os Templos, símbolo da civilização humana,  começam a multiplicar-se por diversas ilhas. Em cada nova ilha descoberta ou conquistada por povos humanos era edificado um novo Templo como padrão.
- Época de grandes reis e heróis, o período é marcado por crescimento, prosperidade e expansão marítima e territorial. É levada a cabo uma cruzada contra as raças consideradas amaldiçoadas. O objectivo comum passa a ser a erradicação dos kriorns de todo o Arquipélago. 
- O povo domenic destaca-se como o grande impulsionador da expansão marítima, onde se destaca o nome ainda hoje recordado de Alvim, o Navegador, que se aventurou por mares muito além dos então conhecidos. O seu paradeiro, contudo, nunca foi certo após ter desaparecido na sua última expedição marítima. Acredita-se que tenha sido assassinado pelos mézanics ao cruzar o Mar do Sul.
- De facto, a hegemonia do Arquipélago era repartida entre faremanics e mézanics, detentores dos mais vastos impérios. A rivalidade entre os dois povos, ainda hoje presente,   forma raízes e acentua-se nessa época. 
- Para contrariar essa hegemonia, forma-se entre os qhaliothors e os povos considerados descendentes do sangue amarelo - aringhors e dionathors - uma aliança conhecida como o Pacto, que, sob juramento ao deus comum - Xerba - irá determinar o auxílio mútuo e a não agressão entre os 3 povos. 

Terceira Era - da Invasão

- Era foi marcada por um retrocesso na expansão da civilização humana durante os cerca de 250 anos que a definiram.
- Os diversos povos humanos sofrem sucessivos ataques e invasões provenientes das raças kriorn, que conjugam forças entre si em torno de uma antiga profecia, e partem do Mar Vermelho para recuperar o seu domínio sobre Lusomel e eliminar os homens. 
- Territórios são ocupados por todo o tipo de kriorns e os povos humanos não têm mãos a medir para travá-los. Sucedem-se vagas de guerras e invasões, inicialmente dum lado do Arquipélago, depois do outro, envolvendo todos os povos à escala mundial. Cidades caem, as próprias capitais dos faremanics e qhaliothors são aruinadas, Templos são destruídos.
- Com o tempo, os 6 povos humanos aliam-se numa acção conjunta para fazer frente às diferentes ameaças, num processo de reconquista que duraria mais de cem anos.
- Entre as perdas, O Líder dos qhaliothors acaba por se tornar refém de um grupo de kriorns, e é assassinado pela 2ª vez na História pouco antes da guerra terminar, enfraquecendo o poder dos qhaliothors na hora de dividir os despojos.
- A vitória é proclamada com a assinatura do Tratado de M’lur, que institui a República e marca o arranque da Quarta Era.

Num post seguinte, continuarei a evolução cronológica até à 7ª Era, onde se desenrola a acção do primeiro volume da saga Crónicas de Lusomel. 

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