domingo, 23 de setembro de 2012

Lusomel: Cronologia - Eras (continuação)

Na sequência do último post, aqui fica a cronologia desde a Quarta Era até ao momento em que a acção de O Templo dos Três Criadores tem início:

Quarta Era - da República

- A mais curta das 7 Eras, durou apenas 99 anos, cerca de 3 gerações.
- Na sequência o Tratado de M'lur, é formada uma aliança entre os povos humanos, que vem a ser designada de República.
- Os seus objectivos passavam por formar um centro de decisão comum, uma Assembleia onde tivessem assento os líderes de todos os povos, com o objectivo de agir concertadamente e estar melhor preparados em caso de novas ameaças por parte dos kriorns. 
- A ilha de Urdinesa, uma das mais devastadas pelas invasões, é escolhida como a sede da República, reconstruida e dividida em 6 regiões, cada uma destinada a cada povo, para a partir daí tomarem decisões em conjunto e governarem o Arquipélago.
- Inicialmente, o povo qhaliothor, ainda de luto pela morte do seu Líder e ressentido com a falta de solidariedade dos demais povos, rejeita a sua participação na República. Adere alguns anos mais tarde, em parte pelo receio que de isolamento se voltassem a ser atacados, em parte pelo desejo de voltar a ter domínio, ainda que parcial, sobre a ilha que consideravam a sua Primeira Sede. Mais tarde, serão eles os primeiros abandonar a República. 
- Os domenics fazem da sua capital Boaliz, a antiga e mítica cidade dos qhaliothors, outrora designada Formosa
- Durante mais de 50 anos, os 6 povos conseguem entender-se e a República mantém-se unida. As ameaças por parte dos kriorns tornam-se insignificantes. Porém, o receio que os agregava vai desaparecendo, e passadas 2 gerações, voltam a surgir desentendimentos entre os dois maiores povos: faremanics e mézanics. Cresce o clima de desconfiança, e nos últimos  anos de vida por várias vezes a República ameaça desmoronar-se. 
- A inevitável guerra entre faremanics e mézanics acaba por rebentar. O povo qhaliothor abandona formalmente a República, e é acusado de provocar o seu fim. A sua capital é atacada e destruída como retaliação, e o seu líder assassinado pela 3ª vez, tal como acontecera na 1ª Era. Muitos foram perseguidos e chacinados. 

Quinta Era: - da Evasão

- Nas vésperas do seu centésimo aniversário, a República, já ingovernável, é dissolvida.
- Os qhaliothors abandonam definitivamente a ilha de Urdinesa, implementando um plano ao longo das décadas seguintes que já vinha sendo pensado como último recurso desde a 1ª Era: o abandono gradual de todas as suas ilhas e o refúgio num local onde permanecessem anónimos e incomunicáveis. 
- O rei faremanic e a imperatriz mézanic celebram uma paz formal, mas ela duraria pouco tempo. Na prática, vivia-se um período de paz armada, que antecederia a grande guerra.
- Urdinesa fica bipolarizada entre o norte, dominado pelos faremanics, e o sul, pelos mézanics. Os aringhors tornam-se nos principais aliados do povo vermelho, enquanto os dionathors tomam partido pelos mézanics. Restam os domenics, que no pedaço de terra oriental da ilha de Urdinesa, proclamam a sua neutralidade.
- Quando a paz é finalmente quebrada, tem início, em Urdinesa, a maior guerra entre povos humanos da história de Lusomel, que duraria mais de 100 anos. Com os dois maiores impérios envolvidos - faremanics e mézanics - a guerra facilmente se alastra para os quatro cantos do Arquipélago. O período é marcado por um conjunto de conflitos armados por todo o território.
- É desta Era que subsistem os últimos vestígios da passagem do povo qhaliothor pelo Arquipélago. Desaparecem da face de Lusomel e nos séculos seguintes até serão dados como um povo extinto. 

Sexta Era: - da Transformação

- A cisão do povo domenic marca o início da Sexta Era.
- Inicialmente neutros na guerra que despoleta, será cada vez mais difícil preservar essa neutralidade à medida que os conflitos se vão expandindo e as pressões começam a ser cada vez mais intensas por parte das duas potências hegemónicas. O rei domenic vai auxiliando uma e outra, mas sem sucesso. 
- Perante a inevitabilidade e infinitude da guerra, o rei domenic acaba por decidir declarar apoio aos mézanics. Na sequência, os faremanics cercam a ilha de Fimicosta e invadem os seus territórios em Urdinesa. A corte domenic foge então para a ilha de Flur onde estabelece governo. Em Boaliz, é proclamado um novo rei domenic, partidário dos faremanics.
O povo domenic cinde-se finalmente: dois reis, dois governos, uma facção mézanic, outra faremanic. O seu reino é dividido ao meio. Como parte integrante da grande guerra, as duas facções entram em guerra civil. 
- Mais tarde, na sequência de uma crise de sucessão interna e da ameaça de guerra civil entre os mézanics, e após a derrota na batalha de Urdinesa, a imperatriz assina a paz com o rei faremanic, reconhecendo oficialmente a derrota para os mézanics ao fim de mais de 100 anos de conflitos.
- A grande guerra termina, mas os seus efeitos prolongar-se-iam por muitos séculos. A ilha de Urdinesa é repartida em 3 reinos, aringhors e dionathors perdem os seus territórios anexados pelas duas potências, e fixam-se definitivamente no outro lado do GrandeMar
- Entre os domenics, porém, já nada seria igual: Ambos os governos, incapazes de se entenderem devido à guerra entre eles, mantém-se separados e incomunicáveis. Dois povos de sangue violeta, dois reis, duas capitais - uma em Urdinesa, uma em Flur.
- No seio do povo aringhor, também em consequência da guerra e das crises que se sucederam, tem lugar a designada Revolução Gloriosa, uma insurreição sangrenta que irá levar à deposição da milenar dinastia imperial Monastir, através do assassínio do imperador e de toda a sua família. Um novo líder é proclamado - o caiser - e a sua capital passa da ilha de Valerenga para Harganoth, na ilha de Luduval.
- Os partidários do antigo regime são exilados, e desde então combatem na clandestinidade para derrubar o caiser e o seu regime, com o propósito de restaurar a dinastia imperial. 
- Anos mais tarde, sobe ao reino de Urdinesa o rei Damião, mais tarde conhecido como o Unificador. Trezentos anos após a cisão, sonha com reunificação do povo violeta. 
- Ao lado de Bártolo, luta numa batalha em Urdinesa contra os mézanics, ainda por questões fronteiriças, lado a lado com os faremanics. De seguida porém, revolta-se contra os faremanics e reclama para si os territórios. O povo vermelho não aceita, mas é derrotado em combate. 
- Com diplomacia, convence o reino de Flur a juntar-se-lhe, e após mais um punhado de vitórias, é reconhecido por todos os domenics como o verdadeiro rei, o único monarca capaz de desafiar abertamente as duas maiores potências e sair vitorioso. Em negociações, liberta Flur da influência dos mézanics e reunifica todo o antigo reino domenic, episódio que dará início à 7ª Era - da Reunificação.

- 50 anos depois, Denzil e os seus dois companheiros embarcam numa aventura para o outro lado do GrandeMar, em busca de uma citação das Crónicas de Lusomel que pode desvendar um dos maiores segredos de todo o Arquipélago. 

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